sábado, 1 de dezembro de 2007

Bom Natal, Boas entradas, Happy New Year!

"Desejo um Santo Natal na companhia dos que mais amas.", "Espero que tenhas um Natal recheado de coisas boas, com muita saúde e alegrias." ou então "Espero que o Pai Natal te traga tudo aquilo que desejas e mereces.".O meu telemóvel - novíssimo e fruto deste espírito natalício (ah, pois é, se não puderes vencê-los, junta-te a eles!)sentiu-se um pouco congestionado devido à recepção de tantas sms natalícias. Amigos, familiares, conhecidos e alguns já desconhecidos, embebidos pelo espírito da quadra que agora finda, presenteiam-nos com "mensagenzinhas" até entupir o móvel. Resultado? Claro que me sinto na obrigação de responder, arriscando-me - caso não o faça - ao julgamento feroz de todos aqueles que tanto clamam pela paz, pela tranquilidade e alegria desta época festiva. Passado o dia 25, começa a nova maratona: "Um ano repleto de coisas boas", "Espero que 2006 te traga tudo aquilo que 2005 não trouxe - alegria, saúde, felicidades". Sms a questionarem sobre as minhas entradas no novo ano, o que vou fazer, com quem, etc..De repente, sinto que toda a boa vontade, todo aquele espírito de aparente união, de amizade rapidamente foi ultrapassado por coisas tão práticas como uma mera saída à noite. Outra coisa: não me lembro do Menino Jesus ter escrito uma carta aos três Reis Magos (sim, porque nessa altura o Pai Natal ainda devia ser novo demais para exercer) a pedir presentes. Não acho também que terá ficado triste ou feito birra por não ter recebido uma playstation, uma boneca que urina e arrota ou algo telecomandado! Naturalmente, os tempos são outros, onde o consumismo fala mais alto. Numa época que, de facto, deveria ser de paz, alegria e reflexão, deparamo-nos com criaturas (inúmeras!!!) stressadas, desesperadas, na ânsia de encontrar o presente ideal (ou lembrança, pois a crise não permite gastos acima dos 500 euros por pessoa)para aquela senhora, da qual só sabemos o nome e a profissão mas que foi uma querida quando me atendeu na Segurança Social!Bem, poderia falar também dos Ferrero Rochers, dos Mon Cheries (que devem ficar em saldo na altura do Natal), dos anúncios de boas festas da CP (não dos atrasos, NÃO!), do sorriso enorme agradecendo a prendinha (e depois pensar quais as prendas que ainda não compramos e a quem poderá servir aquela "lembrança), etc e tal. Mas não quero pintar o quadro ainda mais negro... Resta-nos esperar que para o ano seja, de facto, melhor - apesar de não acreditar muito nisso, bem pelo contrário!! Resta-nos a esperança - pelo menos essa sabemos que é sentida! Ou não? Text written in December 2005 but still updated!!

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Por que razão temos que ser tão certinhos com a p.... da vida? Desde quando é justo ser correcto para com algo que tantas vezes nos deixa mal e prega rasteiras? Por que motivo temos nós de compreender algo que tantas dúvidas nos deixa? Por que razão, para sermos felizes, temos sempre que experimentar o sabor da amargura? Quem disse que entendemos melhor se já tivermos passado por maus momentos? Quem foi a inteligência que ousou afirmar que não se pode ter tudo na vida? Quem foi o espertinho-ignorante que achou um dia que os sonhos eram melhores do que a realidade?

Sonhos

Sonhos são gratuitos। Transformá-los em realidade tem um preço.
Ennis J. Gibbs
Há dias em que realmente não apetece nada... Não apetece estar em casa, não apetece sair, não apetece falar, não apetece guardar tudo o que nos vai cá dentro... Sentir a nossa cabecinha a trabalhar a 1000 à hora quando o limite já foi ultrapassado e ninguém aparece para nos multar!Creio que não há luta mais desenfreada do que aquela que cada um trava consigo mesmo! Sem regras, onde o vencedor e o derrotado são uma e a mesma pessoa! "É bom, serve para reflectirmos, pormos as ideias no lugar!" Sim, de facto, até pensamos que nos faz bem! Mas a quê? À cabecinha não foi pois essa não deve ter tido descanso algum! Os outros olham para nós piedosamente, querendo ajudar, mas no fundo só querem que fiquemos bem rapidamente pois já não sabem o que dizer / fazer... Isto faz tudo parte de cada um de nós e ... é vida! Leitores, a nossa vida só a nós diz respeito. Se mais alguém revelar interesse nela, não deve perturbá-la mas sim contemplá-la, merecer esse interesse, estimá-la e, acima de tudo, respeitá-la. O direito a entrar na minha vida é reservado: ou se respeitam as condições gerais de acesso ou se deixa de ser sócio...

Memories... old times... Whatever!

Caríssimos leitores,
Como nem todos sabem, aqui fica a notícia... Eu já tinha um blogue antes deste nascer... A verdade é que me desleixei, por motivos vários, e ele acabou por cair no esquecimento! Recuperá-lo na totalidade não tinha grande sentido neste momento e daí ter criado um novo que, espero, não siga o mesmo caminho! Resolvi, no entanto, recuperar alguns posts - não muitos, descansem - por achar que são merecedores dessa mesma atitude! Assim, os que se seguem são então relíquias de um passado não muito longínquo e que mantenho actual...
Enjoy them... if you please!

Nós e a natureza...

Um pequeno presente para todos aqueles que acreditam na simplicidade das coisas, na simplicidade da vida e na vida feita de simplicidades! É, sem dúvida, um dos meus poemas preferidos e que retrata a minha maneira de estar na vida neste momento. Louvado sejas, Pessoa, que nos deixaste uma imensidão de verdades! Muitas delas tão complexas por serem demasiado simples!
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos